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Luz amarela para o Verde!
por Gustavo Grohmann

Como diria o criador de uma das mais inesquecíveis pérolas futebolísticas: clássico é clássico e vice e versa! Talvez os jogadores do Palmeiras, freqüentadores assíduos da parte debaixo da tabela nesse Brasileirão, tenham se inspirado nessa frase para conseguir a virada diante do São Paulo, líder da competição nacional, no quinto Choque-Rei do ano (três vitórias tricolores, um empate e uma vitória palmeirense).

E eram poucos os que arriscavam a “coluna um” na loteria esportiva. Talvez pela patacoada de Salvador Hugo Palaia, diretor (ou ex-diretor – seu cargo passou a correr riscos) do Palmeiras, que após a derrota para o Santa Cruz, em Recife, mandou literalmente o técnico Tite “calar a boca”. O clima péssimo criado culminou com o a demissão do então treinador verde há pouco mais de 24h de um jogo de suma importância. O interino Marcelo Vilar assumiu o cargo.

Mas não é que o Palmeiras entrou em campo para enfrentar o líder do campeonato, no clássico mais tradicional do estado de São Paulo, com uma cara diferente daquelas que vinha apresentando nas últimas rodadas? Muitos acreditam que a vontade extra demonstrada contra o São Paulo funcionava como um apoio dos atletas ao antigo treinador: “Tite, estamos com você!”. Eu não! Talvez a nova gana dos jogadores seja justamente pela saída do último comandante.

Já perceberam como a demissão de um treinador faz com que alguns atletas passem a jogar e se empenhar muito mais do que com os antigos técnicos? Acho que pela nova chance de conquistar um espaço muitas vezes perdido. No Corinthians, o meia Roger e o lateral Gustavo Nery são exemplos mais do que claros de tal situação. Com a chegada de Émerson Leão, as dores de Nery diminuíram e as indisposições de Roger também. Será coincidência ou a teoria tem fundamento?

Jogadores como o atacante Marcinho, que ultimamente estava na reserva com Tite, mudaram a atitude dentro de campo, jogando com muita vontade e raça para garantir uma vaga entre os 11 do interino Marcelo Vilar ou do novo treinador. O problema é que esse efeito “pós-demissão” não é muito duradouro e o Palmeiras, todavia, não está com uma classificação muito confortável.

O time do Parque Antártica e seus impulsivos diretores que se cuidem. Foi uma bela vitória, de virada, sobre o líder do campeonato, mas que significou “apenas” mais três pontos na tabela. O mesmo número de pontos que separam o Alviverde da zona de rebaixamento.

Fale com o colunista: g.grohmann@ig.com.br

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