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Será coincidência?
por Gustavo Grohmann
05/10/2006

É claro que vocês já ouviram o famoso chavão “há males que vêm para bem”, certo? Pois ontem (04/10) ficou mais do que provado que, em algumas situações, ele realmente é verdadeiro.

Após o corte do volante Edmilson, Dunga chamou às pressas, para a disputa dos amistosos contra Kuwait e Equador pela seleção brasileira, o são-paulino Mineiro. O técnico Muricy Ramalho reclamou demais da falta de bom senso da CBF em “retirar” por dois jogos um de seus titulares na reta final do Brasileirão e foi obrigado a mexer em sua equipe.

As apostas nos substitutos ficaram entre o volante Ramalho e o polivalente Richarlyson. Mas o treinador surpreendeu e escalou Thiago, modificando o esquema tático da equipe. No papel, o time passou a jogar com quatro zagueiros (Ilsinho, Fabão, Miranda e Júnior), três no meio-campo (Josué, Danilo e Souza) e três no ataque (Leandro, Aloísio e Thiago). Um 4-3-3 extremamente ofensivo com a bola nos pés e muito marcador sem ela.

Pela direita, Souza deu um suporte na marcação para “soltar” o lateral Ilsinho. Pela esquerda, Júnior e Danilo fizeram boas triangulações com Thiago e Aloísio (foi em jogada dos dois canhotos que saiu o primeiro gol tricolor), mas também fecharam bem o meio-campo. Na defesa, Fabão e Miranda foram muito bem e bobearam apenas uma vez (exatamente no gol do Vasco). O curinga Leandro mostrou grande eficiência tática ajudando o “solitário” Josué na marcação (ele era o único volante) e dando muita velocidade, ao lado de Thiago, nos contra-ataques.

Enfim, foi uma grande apresentação do São Paulo (talvez, a melhor do campeonato, ou até a melhor do ano) contra o melhor time do Vasco montado desde o título da João Havelange, em 2000. A equipe não só venceu, com um placar elástico (5 a 1), como convenceu.

Talvez o mais importante não tenha sido a vitória em si, mas sim a maneira como ela foi conquistada. Confesso que não vi nenhuma equipe armada no 3-6-1 (esquema com o selinho de aprovação “Copa da Alemanha 2006”) atuar de maneira tão “vistosa” e tão eficiente como o São Paulo fez nesse 4-3-3 contra o Vasco, contando apenas com um volante de ofício.

Quando Mineiro voltar da seleção é claro que terá seu lugar garantido e o São Paulo voltará com seus dois volantes habituais. Mas sua convocação foi um “mal” que acabou por provar que é possível ser consistente na defesa atuando com apenas um volante,
dois meias e três atacantes e que esse “maldito” 3-6-1 é um verdadeiro retrocesso ao futebol. Ou vocês acham que a goleada por 5 a 1 (e olha que caberiam mais gols pelo futebol apresentado) é uma simples e feliz coincidência?


TOQUE ESPECIAL


Nos minutos finais da partida entre São Paulo e Vasco, após recuo de bola “na fogueira”, Rogério Ceni deu um chapéu no vascaíno Madson e saiu jogando. O treinador Renato Gaúcho ficou indignado com o lance e afirmou que o arqueiro tricolor só teve aquela atitude de “menosprezo”, pois vencia a partida por 5 a 1. Sou contrário a humilhações por parte dos jogadores, mas foi nítido que o goleiro apenas utilizou o recurso para manter a posse de bola com sua equipe.

Essa não foi a primeira vez que Rogério Ceni “chapelou” um adversário. No dia 30 de novembro de 2000, em jogo contra o Palmeiras, válido pelas oitavas-de-final da Copa João Havelange, o goleiro-artilheiro aplicou um lençol em Tuta, então atacante do Verdão, nos minutos finais da partida. Na ocasião, o Tricolor PERDIA a partida por 2 a 1 e com o resultado inalterado, acabou desclassificado da competição nacional.

Fale com o colunista: g.grohmann@ig.com.br

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